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Às vezes é como se eu me perdesse em meio aos meus próprios pensamentos. É como se, mesmo tentando fugir, algo me puxasse de volta. Não sei para o que, nem se seria para alguém. Sei que por mais que eu tente andar, seguir em frente, alguma coisa ainda me faz continuar no mesmo lugar. Minha mãe sempre diz que isso acontece quando deixamos algo mal resolvido para trás ou porque temos medo de ir em frente. Quem sabe? Ainda não sei em qual das duas eu me encaixo. Cada vez que eu me concentro em achar uma resposta, puff!, acontece de novo.

É difícil conviver com isso. Não ser o dono dos seus próprios pensamentos, não poder controlar suas lembranças. É como abrir um presente sem saber ao certo o que você pode encontrar. De repente pode ser tudo o que você esperava, mas também pode ser aquele presente que você vai, no mínimo, guardar no armário e esquecer que ele existe. Quer dizer, não que eu preferisse não pensar em algumas coisas, mas seria incrível poder tirar uma folguinha da minha cabeça. Sabe, daquelas que você consegue ler ou assistir algum filme bacana sem pensar em mais nada. Apenas se concentrar naquele instante.