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Nunca escrevo sem motivo. Gosto de clichês e muitos deles estão presentes em cada texto meu, mas prefiro coisas que surpreendam. Não gosto de assuntos aleatórios, gosto de escrever o que sinto naquele instante. Não imagino situações e nem sentimentos. Sou inconstante e ainda assim consigo ser a mesma pessoa de dez anos atrás.

Em cada publicação aqui, você vai encontrar frases em que defendo firmemente a necessidade e a importância de mudar. Eu acredito nisso. Mas sou desconfiada para qualquer coisa nova que aconteça, estou sempre com um pezinho atrás, apegada ao passado, ao que já se foi há tempos. Talvez seja isso que busco em cada texto: aprender a desapegar, a seguir em frente. Lição difícil essa. Cresci acreditando que o passado não deve ser esquecido.

Não consigo continuar escrevendo quando acho que o texto deve terminar naquele parágrafo, mesmo sabendo que está incompleto. Isso me lembra de um dos livros queridinhos do John Green, onde a personagem principal é apaixonada por um livro que acaba no meio de uma frase. Na minha primeira leitura não vi sentido nisso, mas quando escrevo percebo que faz muito sentido. Talvez não dá forma como o autor quis passar, mas percebo que somos cheios de momentos incompletos, de lembranças inacabadas. Assim como um texto: você pode imaginar o final perfeito, mas se você sentir que deve termina-lo antes, não o maltrate acrescentando palavras que já não fazem mais sentido.
  1. "Não consigo continuar escrevendo quando acho que o texto deve terminar naquele parágrafo, mesmo sabendo que está incompleto." Por isso e pelo resto do que você disse, identifiquei-me imenso com o que você escreveu. Adoro estimar o passado, embora não deixe que ele me amarre demais. Sou ao mesmo tempo, ou considero ser, uma visionária. Tenho ideais que pretendo levar para lá de ideias, pretendo colocar em prática através de projetos que pensei em realizar com a minha mãe - um dos mais ambiciosos é uma eco-aldeia, ms vai além de apenas isso. Mas tenho alguns mais moderados. Parece que isso é apenas um sonho, e que está extremamente longe. Mas quando comparo o ponto onde me encontro atualmente com aquilo que já fui, quando vejo como tudo mudou tanto - para melhor, acredito. O que tiver de acontecer, acontecerá, e às vezes é bom não conseguirmos o que queremos - tenho mais esperança. Porque não continuar a mudar radicalmente? Se alcancei tudo isto, que me parecia distante quando era pequena, porque não haveria de alcançar, no futuro, algo que me parece distante agora? Aprender a desapegar é importante, então, para continuarmos em frente. E não acho tão difícil assim, na verdade. É algo que me inspira, essa determinação em continuar, e portanto abraço-a até com alguma facilidade.

    Você escreve muito bem, e os seus layouts também são maravilhosos. Não sei se terei muito tempo para comentar aqui, mas de qualquer modo fique sabendo que irei acompanhar o blog. Jaa!

    http://4ever-sapo.blogspot.com/

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  2. Adorei o texto. Me sinto exatamente da mesma forma. Me apego demais ao passado, apesar de saber que as mudanças e o novo são coisas muito importantes para o nosso desenvolvimento.

    Beijos, www.bloguntilwedie.com.br

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