Harlan Coben é de longe um dos meus escritores atuais preferidos. A forma como ele desenvolve a história prendendo a atenção do leitor, hoje em dia, não é para qualquer. São poucos os autores que possuem o dom de cativar o leitor ou como dizem: não são autores de um livro só.

Apesar de ser o segundo livro da série Myron Bolitar, Jogada Mortal pode ser lido mesmo que você não conheça as outras histórias.


Myron é um ex-jogador de basquete que viu sua promissora carreira ser interrompida após uma contusão. Entrou para faculdade de direito em Harvard, trabalhou para o FBI e abriu a sua própria agência de representação esportiva. Um homem divertido que junto com Win – seu melhor amigo - são capazes de arriscar a vida por seus clientes e pelas pessoas próximas aos dois.

Enquanto isso, Valerie Simpson que há seis anos era considerada a maior promessa do tênis, mas viu sua brilhante carreira decair após um colapso nervoso, foi subitamente assassinada durante o Aberto dos Estados Unidos.

Valerie estava prestes a ser representada por Myron e ao descobrir que um de seus clientes é um dos suspeitos, ele resolve investigar o crime.

- Você está fazendo aquela cara – avisou Win.
– Que cara?
– Sua cara de ‘quero salvar o mundo’.

Ao revirar um passado obscuro e cheio de dor envolvendo Valerie, Myron vai encontrar pessoas que estão dispostas a evitar, a qualquer custo, que ele encontre as respostas para este assassinato. Também vai descobrir que o passado se faz cada vez mais presente para chegar à solução deste crime.

Revirar um assassinato de seis anos atrás podia até ser divertido, mas fugia ao seu objetivo. Ele estava atrás do assassino de Valerie. Queria encontrar a pessoa que decidira dar um fim à existência jovem e atormentada da moça. Talvez isso fosse mesmo o que chamam de corrigir uma injustiça. Ou de complexo de salvador ou herói. Ou então de cavalheirismo. Não importava. Para Myron, era muito mais simples: Valerie merecia um destino melhor.